A SETIA (Secretaria de Tecnologia, Inovação e Inteligência Artificial) do Município de Rio Verde, realizou nos dias 01 e 02 de junho, na sala de treinamento do 6º andar, uma capacitação envolvendo profissionais da saúde, e pacientes de epilepsia, para explorar um dos projetos aprovados na seleção do Sandbox, o aplicativo Epistemic. Durante os dois dias de evento, a CEO da Epistemic, Paula Gomez, esteve presente pessoalmente para conduzir o treinamento. Os profissionais de saúde foram capacitados para utilizar a plataforma médica exclusiva, enquanto também foram orientados sobre como ensinar os pacientes a utilizarem o Epistemic em seu dia a dia.
O Sandbox Rio Verde funciona como um ambiente regulatório experimental. Isso significa que a Prefeitura está proporcionando um espaço real para que a solução seja testada na prática. O objetivo central dessa iniciativa vai muito além da simples transição de anotações em papel para o meio digital visando a redução de resíduos. O programa estabelece um período de 12 meses de ambiente-teste para a realização de uma Prova de Conceito (POC). O foco é validar se o telemonitoramento consegue, de fato, melhorar a adesão dos pacientes aos medicamentos, reduzir o número de crises epilépticas e diminuir a sobrecarga nos prontos-atendimentos locais.
Capacitação fornecida por Paula Gomez aos técnicos em enfermagem
Um dos elementos do SandBox Rio Verde é o alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), de modo que a cidade consiga construir caminhos coletivos sem deixar ninguém para trás. Com esse modelo em prática, torna-se central a questão de articular todos os grupos e superar as dificuldades em prol do progresso concreto de toda população, entendido o reflexo do nosso espaço local e global. O aplicativo Epistemic está alinhado diretamente com os seguintes ODS: 3º Saúde e Bem-estar, 9º Indústria, Inovação e Infraestrutura. Porém, já estamos no momento de debater sobre o planejamento pós-Agenda 2030, no qual o tema de Inteligência Artificial é um dos grandes tópicos para se pensar a integração e redução das desigualdades sociais, já que a Administração Pública pode usufruir dessa ferramenta a favor da sustentabilidade.
O registro diário deverá estabelecer um conjunto de dados agregados que fornecerão informações importantes sobre como o paciente lida com a epilepsia, identificado as suas principais dificuldades, além de possíveis alternativas capazes de melhorar a saúde dos envolvidos no tratamento. Por meio de considerações sobre o humor, o sono, a frequência do uso dos medicamentos, os hábitos e a regulação do intestino. Ao promover o cruzamento dos dados de cada perfil, serão gerados relatórios com gráficos e indicadores robustos acerca da condição entre o indivíduo e seus principais sintomas, além disso, de acordo com os resultados alcançados, podemos obter o delineamento de perguntas relevantes para o diagnóstico.
Pacientes recebendo orientações sobre o uso no cotidiano
A capacitação em si buscou fomentar o conhecimento daqueles que vão utilizar o aplicativo no decorrer do prazo de 12 meses, um período de ambiente-teste considerado importante para entender como podemos fazer os aperfeiçoamentos e a flexibilização necessários à possível difusão plural posteriormente, abordando novas categorias e dimensões. No momento, focado no tratamento da epilepsia, os técnicos em enfermagem receberam os principais comandos a serem promovidos no monitoramento dos usuários, e a devida manutenção do sistema para o longo-prazo da adequação aos objetivos do uso do aplicativo.
Os pacientes serão acompanhados por médicos da rede pública, de acordo com a localização de cada participante. O resultado final almeja realizar todo o acompanhamento do cotidiano dos usuários, de modo que o diagnostico e os benefícios na qualidade de vida sejam alcançados de modo bastante favorável não apenas ao indivíduo, mas movimentando toda a esfera social, já que o bem-estar reduz os gastos da Saúde, desenha-se políticas públicos mais apropriadas e ainda insere novos potenciais na dinâmica da vida de Rio Verde.
Com a iniciativa inaugurada pelo Sandbox, Rio Verde busca fortalecer seu ecossistema de inovação e a cooperação entre os setores público e privado. O foco do programa é oferecer um ambiente real e seguro para que startups — como a Epistemic — possam validar e aprimorar suas soluções tecnológicas na prática. Assim, ao testar essas inovações, o Sandbox demonstra sua importância não apenas para o desenvolvimento de novas tecnologias, mas principalmente na busca por soluções validadas que impactem de forma concreta e positiva a qualidade de vida e o bem-estar da população.